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MaláriaIntroduçãoDoença tropical e parasitária que mais causa problemas sociais e econômicos no mundo, a malária está presente nas regiões tropicais e subtropicais do planeta. O maior foco de transmissão é a África Sub-Sahariana onde ocorrem 90% dos casos no mundo. A malária é endêmica em 53 países na África (incluindo 8 países ao sul), em 21 países nas Américas, 4 países na Europa e 14 na região leste do Mediterrâneo, e no sudeste Asiático. No Brasil, a área endêmica é conhecida como Amazônia Legal, sendo composta pelos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. TransmissãoA malária é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Plasmodium, que são transmitidos de uma pessoa para outra pela picada de mosquitos Anopheles (transmissão natural) ou, mais raramente, por outro tipo de meio que coloque o sangue de uma pessoa infectada em contato com o de outra sadia, como o compartilhamento de seringas (consumidores de drogas), transfusão de sangue ou até mesmo de mãe para feto, na gravidez (transmissão induzida). A transmissão é mais comum em áreas rurais e semi-rurais, mas pode ocorrer em áreas urbanas principalmente na periferia. Quatro espécies diferentes de plasmodium afetam o homem: Plasmodium vivax, Plasmodium falciparum, Plasmodium malariae e Plasmodium ovale. No entanto apenas três ocorrem no Brasil. A espécie do plasmodium ovale ocorre apenas na África. Todas as espécies de Plasmodium atacam células do fígado e glóbulos vermelhos (hemácias), que são destruídos ao serem utilizados para reprodução do protozoário. Quando o mosquito pica o homem, introduz em sua corrente sangüínea, por meio de sua saliva, uma forma ativa do Plasmodium, denominada esporozoíta e que faz parte de uma de suas fases evolutivas. Uma vez no sangue, os esporozoítas rumam para o fígado, onde penetram as células hepáticas para se multiplicarem, dando origem a outra fase evolutiva chamada merozoíta. Uma parte dos merozoítas permanece no fígado e continua a se reproduzir em suas células, a outra cai novamente na corrente sangüínea e adentra as hemácias para seguir com o processo reprodutivo. As hemácias parasitadas também são destruídas e originam ora outros merozoítas, ora gametócitos, células precursoras dos gametas do parasita e que são tanto femininas quanto masculinas. O mosquito Anopheles torna-se vetor da malária quando ingere os gametócitos (femininos e masculinos) de um indivíduo infectado. Dentro do mosquito, os gametócitos tornam-se gametas e fecundam-se, originando o zigoto, que atravessa a parede do estômago do inseto e transforma-se em oocisto, tipo de célula-ovo. Após algum tempo, o oocisto se rompe e libera novos esporozoítos, que migram para as glândulas salivares do mosquito estando assim prontos para infectar um novo indivíduo. O mosquito ataca preferivelmente no interior das habitações, embora a transmissão possa ocorrer ao ar livre. SintomasApós a picada de um mosquito infectado, dependendo da espécie de Plasmodium, os sintomas começam a surgir entre 9 e 40 dias. Entretanto, dependendo da espécie do plasmodium os sintomas podem surgir anos após a saída de uma área de transmissão. Os sintomas iniciais são febre, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço e calafrios. Inicialmente a doença pode ser erroneamente diagnosticada como virose respiratória (gripe). Anemia, falta de apetite, aumento do tamanho do fígado e do baço (hepatoesplenomegalia), fraqueza e distúrbios gastrointestinais também podem estar presentes. O mosquito Anopheles torna-se vetor da malária quando ingere os gametócitos (femininos e masculinos) de um indivíduo infectado. Dentro do mosquito, os gametócitos tornam-se gametas e fecundam-se, originando o zigoto, que atravessa a parede do estômago do inseto e transforma-se em oocisto, tipo de célula-ovo. Após algum tempo, o oocisto se rompe e libera novos esporozoítos, que migram para as glândulas salivares do mosquito estando assim prontos para infectar um novo indivíduo. O mosquito ataca preferivelmente no interior das habitações, embora a transmissão possa ocorrer ao ar livre. PrevençãoNas áreas endêmicas deve-se usar, sempre que possível, calças e camisas de manga comprida, e repelentes contra insetos à base de DEET nas roupas e no corpo, sempre observando a concentração máxima para crianças (10%) e adultos (50%). O uso de medicamentos (quimioprofilaxia) está indicado para pessoas que se dirigem para áreas de transmissão, principalmente se vão ficar sem acesso aos Serviços de Saúde. Mosquiteiros sobre as camas ou redes de dormir, telas nas janelas e portas das habitações e evitar a permanência ao ar livre nos horários em que os mosquitos se apresentam em maior quantidade, como o amanhecer (crepúsculo matutino) e o anoitecer (crepúsculo vespertino) também são formas de evitar a doença. Como a possibilidade de pegar a doença existe, mesmo se prevenindo, o indivíduo que passou por uma área de risco para malária e que apresente febre, durante ou após a viagem, deve procurar rapidamente um serviço de saúde para esclarecimento do diagnóstico. Veja também: Para opinar: Envie essa página a um amigo |
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